Papa Leão XIV defende soberania da Venezuela e faz apelo por direitos humanos

O papa Leão XIV afirmou neste domingo (4) que a Venezuela deve permanecer como um país independente e fez um apelo direto pelo respeito aos direitos humanos, ao Estado de Direito e à soberania nacional. A declaração ocorre em meio à escalada de tensão internacional após a deposição do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos.

Durante a oração dominical na Praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice disse acompanhar os acontecimentos com “muita preocupação” e destacou que a crise não pode ser resolvida por meio da violência ou da imposição externa.

“Não devemos demorar para superar a violência e trilhar os caminhos da justiça e da paz, garantindo a soberania do país”, afirmou Leão XIV diante dos fiéis.

Apelo constitucional

O papa também ressaltou a importância do respeito à Constituição venezuelana e às instituições do país. Segundo ele, a preservação do Estado de Direito é essencial para a reconstrução da estabilidade política e social.

“O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração”, declarou o pontífice, reforçando que a dignidade da população deve ser o centro de qualquer decisão internacional.

Contexto internacional

As declarações do líder da Igreja Católica ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país assumiria o controle da Venezuela, rica em petróleo, após ordenar uma operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro. O ex-presidente venezuelano está atualmente detido em Nova York, onde aguarda julgamento por acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas.

Leão XIV, que é o primeiro papa norte-americano da história, já havia demonstrado reservas em relação a algumas políticas adotadas por Trump. Em dezembro, antes da operação militar, o pontífice pediu publicamente que os Estados Unidos não utilizassem força armada para derrubar o governo venezuelano.

Mensagem de cautela

Ao se posicionar sobre o tema, o papa reforçou a necessidade de soluções pacíficas e do diálogo internacional, alertando para os riscos de intervenções que agravem ainda mais o sofrimento da população civil.

O Vaticano segue acompanhando os desdobramentos da crise, enquanto cresce a pressão internacional por uma solução que respeite os direitos fundamentais e a autodeterminação do povo venezuelano.

Daniel Pereira

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