RN registra 48,4 mil acidentes de trabalho e 326 mortes.

O RN é o 4º do Nordeste em número de acidentes e óbitos; entidades de Engenharia de Segurança do Trabalho demonstram preocupação com os índices.

O Rio Grande do Norte registrou 48.476 acidentes de trabalho e 326 mortes entre 2016 e 2025, segundo levantamento baseado nas Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) e registros do eSocial.

Em números absolutos, o RN ocupa a 17ª posição entre os estados brasileiros em acidentes e também em mortes. No Nordeste, aparece em 4º lugar nos dois indicadores, atrás de Bahia, Pernambuco e Ceará.

No cenário nacional, o levantamento aponta 6,4 milhões de acidentes de trabalho e 27.486 mortes entre 2016 e 2025.

O setor de saúde lidera o número de acidentes, com quase 633 mil ocorrências, revelando um alto custo humano para cuidar da vida alheia em ambientes marcados pela sobrecarga e precarização.

Já o setor de transporte rodoviário lidera o ranking de óbitos, acumulando 2.601 mortes em dez anos, o que representa uma média anual de 260 vidas perdidas pelas estradas do nosso país.

Em 2025, o Brasil atingiu o maior número da série histórica, com 806.011 acidentes e 3.644 óbitos.

Entidades alertam para necessidade de prevenção

Diante dos índices, a Associação dos Engenheiros de Segurança do Trabalho do Rio Grande do Norte (AESTRN) e a Associação Lusófona de Engenharia, Segurança do Trabalho e Saúde Ambiental (ALESSA) manifestam preocupação com o cenário e defendem o fortalecimento das ações de prevenção, fiscalização e capacitação.

Para o engenheiro de Segurança do Trabalho, Benvenuto Gonçalves Júnior, os números mostram que é necessário ampliar a cultura de prevenção nos ambientes profissionais.

“Os números mostram que ainda temos um caminho muito grande a percorrer na prevenção dos acidentes de trabalho. Por trás de cada ocorrência existe um trabalhador e, muitas vezes, uma família que sofre as consequências. Precisamos deixar de atuar apenas depois que o acidente acontece e investir cada vez mais em prevenção, planejamento, capacitação e fiscalização. Segurança do trabalho não pode ser vista apenas como uma obrigação legal, mas como um compromisso com a preservação da vida.”

As entidades defendem que os indicadores sejam utilizados para orientar políticas públicas e ações preventivas, principalmente nos setores e atividades que apresentam maior exposição a acidentes graves e fatais.

Mais do que números, os dados representam vidas, famílias impactadas e trabalhadores que precisam ter o direito à segurança no ambiente de trabalho efetivamente protegido.

Marcação de entrevistas: (84) 98129-3618

Daniel Pereira

Fundador do Blog - Nova Parnamirim Notícias. Desde fevereiro de 2016. Trabalha com comunicação na internet se tornando expert em mídias sociais!

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