Samanda assume compromisso com a Liga e levar pauta da saúde de Mossoró ao Senado

A candidata ao Senado Samanda de Lula assumiu, nesta segunda-feira (21), o compromisso de levar para o Congresso Nacional a pauta de expansão da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer e de defender, em Brasília, a ampliação dos serviços especializados oferecidos pelo SUS em Mossoró. Entre as demandas apresentadas à candidata estão a consolidação da oncologia pediátrica, a UTI pediátrica, o Serviço de Referência em Doenças Raras, novas áreas de alta complexidade, equipamentos de diagnóstico, formação de especialistas e a expansão física da instituição.

“Levar essa pauta para o Senado é defender que o investimento público continue chegando ao interior e que Mossoró tenha condições de oferecer cada vez mais serviços de alta complexidade pelo SUS. A Liga tem uma história de atendimento à população do Oeste, e essa expansão depende da união entre Município, Estado e Governo Federal. Quero levar essa agenda para o Senado, defender os recursos necessários no Orçamento, acompanhar a execução das políticas federais e trabalhar para que essas demandas se transformem em atendimento para quem precisa”, afirmou Samanda de Lula.

A agenda apresentada à candidata reúne demandas prioritárias, segundo a direção da Liga, incluindo serviços assistenciais, equipamentos, formação médica e projetos de expansão. A discussão envolve diferentes níveis de governo e não atribui a uma única instituição ou administração a responsabilidade pelas conquistas já obtidas.

Entre os avanços recentes está a habilitação da Liga pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Doenças Raras, formalizada pela Portaria GM/MS nº 10.226, de 10 de fevereiro de 2026. O hospital aparece atualmente na relação oficial do Ministério da Saúde entre os serviços habilitados para atendimento de doenças raras no país.

A habilitação federal foi acompanhada de recurso para o custeio do serviço. Em maio, o Município de Mossoró formalizou contrato de R$ 1,787 milhão, com vigência de 12 meses, para financiar ações e serviços destinados ao atendimento de pacientes com doenças raras pelo SUS.

É nesse cenário que Samanda coloca sua atuação no Senado. A proposta apresentada pela candidata é defender a continuidade dos investimentos federais e a ampliação da capacidade de atendimento especializado no interior do Rio Grande do Norte.

Uma construção que envolve Estado e União

Hoje, a instituição já reúne serviços de alta complexidade que permitem a pacientes do Oeste realizar tratamentos que, historicamente, exigiam deslocamentos para outras cidades e até outros estados.

Em 2026, essa estrutura avançou novamente. Em fevereiro, o Ministério da Saúde habilitou a Liga como Serviço de Referência em Doenças Raras, por meio da Portaria GM/MS nº 10.226, de 10 de fevereiro. A habilitação transformou a instituição no primeiro serviço desse tipo no Rio Grande do Norte.

Na mesma data, a União habilitou leitos de UTI Pediátrica e estabeleceu recurso financeiro para sua manutenção no âmbito do SUS.

A habilitação federal, porém, não surgiu isoladamente. Ela integra um processo de articulação entre a Liga, a Secretaria de Estado da Saúde Pública e o Ministério da Saúde. A própria Sesap confirmou publicamente a participação do Estado na construção das habilitações.

No caso das doenças raras, o dinheiro federal já começou a seguir para o serviço. Em maio, o Município de Mossoró formalizou contrato de R$ 1,787 milhão com a Liga para custear ações e serviços destinados aos pacientes com doenças raras no SUS, com vigência até maio de 2027.

Fátima, Lula e a Liga

Após a decisão da governadora Fátima Bezerra de oferecer base física à expansão da instituição, com a cessão de patrimônio estadual, a direção da Liga agora reivindica uma nova etapa dessa parceria: transformar o espaço já disponibilizado em uma estrutura permanente capaz de receber novos serviços.

Entre as prioridades estão a UTI Pediátrica, a oncologia pediátrica e a ampliação da assistência especializada.

A direção também defende que o hospital avance na transformação em Hospital Universitário, modelo que permitiria associar assistência, formação profissional e produção de conhecimento.

Essa reivindicação dialoga com outra necessidade do Oeste: formar e fixar profissionais especializados na própria região.

A Liga já participa da formação médica por meio de residências. A UERN, por sua vez, aprovou residência em Clínica Médica com seis bolsas financiadas pelo programa Pró-Residências do Ministério da Saúde, em parceria com a instituição.

A lógica defendida pela Liga é que o investimento público não termine na compra de equipamentos ou na construção de paredes. Ele precisa produzir atendimento e, ao mesmo tempo, formar profissionais capazes de manter essa estrutura funcionando.

A etapa que ainda falta

A experiência recente mostra que a habilitação de um serviço é apenas uma das etapas para sua efetiva operação.

No caso das doenças raras, por exemplo, depois da portaria federal foi necessária a formalização do contrato entre o Fundo Municipal de Saúde e a Liga para que os recursos destinados ao serviço fossem operacionalizados.

A agenda apresentada pela Liga inclui justamente demandas que estão em diferentes estágios: algumas já habilitadas, outras em fase de estruturação e outras dependentes de novos investimentos.

É nesse conjunto de etapas que Samanda pretende concentrar sua atuação no Senado: acompanhar a política federal de saúde especializada, defender a destinação de recursos e atuar pela expansão da capacidade instalada da Liga e da rede pública regional.

Para uma instituição que atende pacientes de Mossoró e de outros municípios do Oeste potiguar, a ampliação significa aumentar a quantidade de serviços que podem ser realizados na própria região, especialmente em áreas que exigem equipamentos, profissionais e estrutura de alta complexidade.

Daniel Pereira

Fundador do Blog - Nova Parnamirim Notícias. Desde fevereiro de 2016. Trabalha com comunicação na internet se tornando expert em mídias sociais!

Deixe um comentário